terça-feira, 12 de junho de 2012
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Lhasa de Sela
Lhasa de Sela (27 de Setembro de 1972 - 1 de Janeiro de 2010) foi uma cantora nascida na pequena cidade de Big Indian, no estado de Nova Iorque.
Sua ascendência era de um lado mexicana e de outro americano-judeu-libanesa. Filha de um professor, não convencional, que percorria os EUA e o México, difundindo o conhecimento, e de uma fotógrafa. Assim, passou sua infância, de maneira nômade, junto com seus pais e suas três irmãs.
Sua obra musical mescla tradição mexicana, klezmer e rock e é cantada em três idiomas : espanhol, francês e inglês.
Faleceu a 1 de Janeiro de 2010, em Montreal, Canadá, vítima de cancro da mama.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Lhasa_de_Sela&action=history
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Joanna Newsom - '81
Newsom estudou composição e teoria musical no Mills College, Califórnia.
Após uma série de apresentações com o cantor e ator Will Oldham, ela logo conseguiu assinar um contrato com a gravadora Drag City e produziu o seu primeiro álbum The Milk-Eyed Mender em 2004. Logo a seguir, Newsom saiu em excursão com Devendra Banhart e a banda Vetiver.
O trabalho de Newsom tornou-se destaque na cena do indie rock e sua fama começou a crescer, em parte devido a um número de apresentações ao vivo e às participações no The Jimmy Kimmel Show da rede de televisão e de rádio ABC.
Seu segundo álbum Ys foi lançado em novembro de 2006. O álbum traz orquestrações e arranjos de Van Dyke Parks, produção de Steve Albini e mixagem de Jim O'Rourke. Durante uma viagem, Bill Callahan sugeriu que Newsom ouvisse o álbum Song Cycle de Van Dyke Parks. Ela gostou tanto de seu trabalho que o convidou para participar dos arranjos do seu álbum Ys.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Oscar Peterson
Oscar Peterson, canadense de Montreal, nasceu no dia 15 de agosto de 1925 e começou estudando piano clássico aos seis anos. Quando completou quatorze, ganhou um concurso amador e passou a trabalhar regularmente num show de uma rádio local. Com o tempo, ficou famoso na sua cidade, fato esse que não o animava a deixar Montreal.
Mas em 1949 foi persuadido por Norman Granz a integrar a sua trupe "Jazz at the Philharmonic", que excursionava pelos Estados Unidos com celebridades como Roy Eldridge, Zoot Sims e Ray Brown.
Seu sucesso foi imediato, causando enorme empatia com o público jazzístico, fato esse que o fez ganhar várias vezes como melhor pianista, na revista Downbeat, durante os anos 50.
A sua maior popularidade vinha dos trios: o primeiro era formado pelo guitarra de Herb Ellis e o baixo de Louis Hayes; o segundo e também o mais famoso, tinha Ray Brown no baixo e Ed Thigpen na bateria, durou de 1959 a 1965; o terceiro era formado por Sam Jones no baixo e Bob Durham na bateria, durou até 1967.
A partir dessa data, Peterson passou a realizar trabalhos mais pessoais, principalmente através de solos ou duetos, como o gravado com o guitarrista Joe Pass, em Paris, na sala "Le Pleyell". Eventualmente, em excursões, tocava com trios ou quartetos; quando esteve no Brasil no final dos anos 80, o seu trio era formado por David Young no baixo e Martin Drew na bateria.
Muito se tem falado sobre o estilo de interpretação de Peterson; o crítico James Collier o define como eclético. Quando executa suas baladas, se assemelha a Art Tatum, quando toca bebop, lembra Bud Powell; sem contar as influências que teve de músicos como Errol Garner e Teddy Wilson.
Oscar Peterson é um improvisador de muito swing e forte personalidade e, afora a repetição de alguns clichês, sua música é conhecida pela força e vitalidade de seu toque.
Fonte: http://www.clubedejazz.com.br
terça-feira, 17 de março de 2009
Wilson Simonal
Simonal era militar do Exército e começou a carreira cantando calipsos e música em inglês nos bailes do 8º grupo de Artilharia da Costa. Em 1961, foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, integrando também o conjunto Os guaranis. Apresentou-se no programa Os brotos comandam, apresentado por Carlos Imperial, um dos grandes responsáveis por seu início de carreira. Cantou nas casa noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova.
Em 1964, viajou pelas América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas.
De 1966 a 1967, apresentou o programa de TV Show em Si ...monal, pela TV Record - canal 7 de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Se revelando um showman, fez grande sucesso com as músicas País tropical (Jorge Ben), Mamãe passou açúcar em mim, Meu limão, meu limoeiro e Sá Marina Carlos Imperial, num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, e que foi chamado de pilantragem (uma mistura de samba e soul), movimento também idealizado e capitaneado por Carlos Imperial.
Em 1970, acompanhou a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto e Jairzinho e do maestro Erlon Chaves.
No início da década de 1970, Simonal foi vítima de um desfalque, e contratou gente para dar uma surra em seu contador por conta de questões financeiras e fiscais. Esse contador trabalhava também para diversos atores e diretores da Rede Globo, e, revoltado com o ato de Simonal, acabou se aliando com João Carlos Magaldi, então diretor da Central Globo de Comunicação. Juntos, inventaram um boato terrível, com o único objetivo de destruir completamente a carreira do cantor: Simonal seria um alcagüete a serviço da ditadura militar, e estaria delatando supostas práticas "subversivas" de vários artistas.
Durante o inquérito que apurava a surra, assim, Simonal foi acusado de ser informante do Dops. O jornal alternativo O Pasquim acusou-o de dedo duro, e a mentira teve ampla aceitação. Simonal ficou desmoralizado no meio artístico-intelectual e cultural da época, e sua carreira começou a declinar.
A classe artística inteira e o público voltaram-se contra Simonal. Até a sua morte, trinta anos depois, ele ainda não conseguira livrar-se da fama de traidor, embora o boato que o vitimara tivesse sido posteriormente desmentido por várias vezes.
sábado, 14 de março de 2009
Carla Bley
Em 1957, ela casou com o pianista Paul Bley. Carla começou a compor em 1959, encorajada pelo marido Paul. Seus trabalhos começaram a ser executados por músicos de New York e proximidades, dentre eles se destacando George Russell, Art Farmer e Jimmy Giuffre. Ao mesmo tempo, em meados de sessenta ela tocava com Pharoah Sanders e Charles Moffett.
Com o segundo marido, Michael Mantler, formou em 1964, a Jazz Composers Orchestra. A JCO refletiu o trabalho de Carla direcionado ao movimento do free jazz, particularmente dentro do estilo de Ornette Coleman e Don Cherry. Uma viagem para a Holanda em 1965 para gravar em estúdio foi o começo de uma série de viagens que realizou entre os Estados Unidos e a Europa, incluindo colaborações com Steve Lacy e Peter Brotzmann.
Carla eventualmente sentia vontade de sair do free jazz realizando trabalhos dentro do jazz "mainstream", como o álbum "A Genuine Tong Funeral" composto por ela e executado pelo grupo do vibrafonista Gary Burton em 1967. Sua ópera de jazz, “Escalator Over The Hill"(1967-71), e o álbum que realizou junto com a Charlie Hadens Liberation Music Orchestra(1969), representou um ponto de mutação no trabalho de Carla, fazendo com que ela se concentrasse mais em composição.
“Escalator Over The Hill”, criada com elementos de jazz, rock e world music, ganhou o prêmio francês mais renomado, o Disque de Jazz em 1973. No mesmo ano, ela criou o selo Watt Records junto com Mantler para gravar seus trabalhos, deixando o outro selo, JCOA Records para ser utilizado por outros artistas.
Nos anos seguintes, Carla foi convidada a compor música clássica, ela tocou na Jack Bruce Band, formou grupos próprios, inclusive big bands, e tem realizado vários trabalhos com o baixista Steve Swallow e o saxofonista Andy Sheppard. Seus trabalhos têm sido requisitados tanto pelos músicos clássicos e de jazz.
Fonte:http:
//www.clubedejazz.com.br/ojazz/jazzista_exibir.php?jazzista_id=171
sexta-feira, 13 de março de 2009
Bobby Hutcherson
Da mesma maneira que Milt Jackson traduziu o idioma de bebop de Charlie Parker o vibrafone, Bobby Hutcherson adaptou as "sheets of sound" de John Coltrane ao seu instrumento, isso fez com que ele se tornasse um dos melhores artistas da sua geração.
Nascido a 27 de janeiro de 1941, em Los Angeles, Hutcherson teve algumas incursões nos grupos de Curtis Amy e Charles Lloyd. Ele se integrou na "Big Band de Al Grey-Billy Mitchell" antes de se mudar para New York em 1961. Ele participou em muitas sessões na Blue Note como sideman, inclusive na épica gravação de Eric Dolphy "Out to Lunch" em 1964 e em "Judgement" de Andrew Hill.
As gravações de Hutcherson para a Blue Note começaram no álbum "Happenings" e depois com as vanguardistas "Dialogue" e "Components". Como vibrafonista atua para a Blue Note nos álbuns de Hank Mobley, Grant Green e Jackie McLean. Sua melhor composição conhecida é a valsa "Little Bs Poem".
Hutcherson gravou para os selos Columbia, Contemporary e Landmark nos anos setenta ao lado de Branford Marsalis, Philly Joe Jones e Kenny Barron। Ele participou do filme "Round Midnight" em 1986 e recentemente assinou com a Verve onde gravou "Skyline"(1999), um encontro com Kenny Garrett, Geri Allen, Christian McBride Al Foster.
Fonte:http://www.clubedejazz.com.br/ojazz/jazzista_exibir.php?jazzista_id=73
quinta-feira, 12 de março de 2009
Lionel Hampton
Em 1936, foi contratado por Goodman como vibrafonista, trabalhando no quarteto por quatro anos. Já em 1940, Hampton formou sua própria banda e desde essa época só tem realizado trabalhos como líder.
Em 1942, a sua gravação de "Flying Home" acabou se tornando um hino do swing, colocando Hampton como uma estrela e se tornou a plataforma de um pré-rhythm and blues ao lado do sax-tenor de Illinois Jacquet. Em 1947, Hampton participou de outra lendária gravação de swing, junto com Gene Norman na jam session "Just Jazz".
Através dos anos, centenas de nomes famosos tiveram seus começos nas bandas de Hampton, como Betty Carter, Dexter Gordon, Dinah Washington, Arnett Cobb, Quincy Jones e Clifford Brown. Hampton era um extrovertido showman, inclusive dançava tocando bateria e atacava o piano com dois dedos, fazendo com que os críticos e puristas torcessem o nariz, mas ninguém o esquecia como grande improvisador do swing.
Em 1985, ele cedeu seu nome ao festival de jazz da Universidade de Idaho, que é precedido por uma competição que reúne 1200 músicos pertencentes ao high school americano. Apesar de alguns problemas de saúde em razão da idade, Lionel Hampton continuou com um pouco da sua força vital nos anos 90.
Em janeiro de 2001, o vibrafone que ele tocou durante 15 anos, virou peça do National Museum of American History। Em 31 de agosto de 2002, com 93 anos, Lionel Hampton faleceu depois de sofrer um forte ataque do coração.
Fonte texto: http://www.clubedejazz.com.br/ojazz/jazzista_exibir.php?jazzista_id=168
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Maria Bethânia no Coliseu de Lisboa dias 27 e 28 de Fevereiro
A incrível cantora brasileira, Maria Bethânia vem a Portugal apresentar um espectáculo onde revisita todos os grandes êxitos de uma carreira recheada de sucessos, dias 27 e 28 de Fevereiro no Coliseu de Lisboa. Dois espectáculos que ninguém vai querer perder!
Maria Bethânia é referência obrigatória em qualquer citação à música brasileira a partir dos anos 60. Conforme bem observou a escritora e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, Nélida Piñon, no seu ensaio sobre a artista, “há que se ouvir esta brasileira universal. Cantora maior da cena humana, cuja arte, incorruptível, explica um país e um povo. Porque quando Maria Bethânia entoa seu canto, ela representa o Brasil. Ela consolida no palco a língua das nossas emoções”.
A menina que saiu da Bahia, em 1964, aos 17 anos, para cantar no show Opinião e alcançar o estrelato, trilhando a partir de então uma trajectória singular na história do show bizz brasileiro, mostra actualmente, aos 44 anos de carreira, que está no seu auge.
Ao longo dessas mais de quatro décadas, seja tornando-se a primeira cantora brasileira a romper a marca de um milhão de discos vendidos, seja arrebatando plateias mundo fora, com o seu jeito único de estar em palco – o “padrão Bethânia” de espectáculos, que coaduna música e elementos de teatro, Maria Bethânia, sempre coerente e fiel às suas escolhas artísticas, conquistou e manteve um público fiel.
Não só: com o decorrer dos anos ela amadureceu, aprimorou-se e, actualmente, conquista cada vez mais uma legião de novos admiradores que acompanham atentamente cada novo passo da sua arte, ou como resumiu o jornalista e produtor musical Nelson Mota, “uma incessante criação de beleza e emoção, ao longo de uma carreira que fez dela uma das artistas mais respeitadas e admiradas não só pelo público e pela crítica, mas pelos compositores, letristas e cantores de vários e estilos e gerações”.
Dois eventos, só para citar os mais recentes, ambos realizados em Setembro do ano passado, no Rio de Janeiro, estão aí para o comprovar: no dia 9, Maria Bethânia recebeu o Prémio Shell de Música, tornando-se a primeira intérprete agraciada com um prémio antes restrito somente a compositores.
Já no dia 25, a cantora apresentou o seu show Brasileirinho numa noite de beneficência em prol do Hospital Pró-Criança Cardíaca, no Theatro Municipal. Nos dois casos, patrocinadores e instituições envolvidas tiveram um excelente retorno mediático e agregaram credibilidade e prestígio às suas respectivas propostas, mesmo sendo de naturezas completamente opostas.
Nos últimos anos, Maria Bethânia tem-se debruçado em projectos inovadores que, em comum, falam muito sobre o Brasil: segundo o poeta Ferreira Goulart, “uma de nossas cantoras mais brilhantes, criativas e autênticas, em que se juntam a sensibilidade musical e a profunda identificação com seu povo, sua cultura, suas raízes brasileiras”.
Fonte texto: Coliseu de Lisboa
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Dave Brubeck
Vindo de uma família musical, Dave Brubeck começou a aprender piano aos 4 anos de idade com sua mãe e violoncelo aos 9।
Brubeck não era muito interessado em aprender por métodos, simplesmente queria compor suas próprias melodias e por isso nunca aprendeu a ler partituras. Ele evitava aprender a ler durante as aulas de piano de sua mãe, alegando dificuldade de visão. Na fa
Após se formar em 1942 na University of the Pacific em Stockton, Califórnia ele ingressou no exército e serviu na tropa de George Patton durante a Batalha do Bulge em Ardennes, lá ele conhece Paul Desmond.
Estudou com o compositor francês Darius Milhaud e criou seu quarteto em 1951. Após o estudo com Milhaud, iniciou um octeto com a participação de Cal Tjader e Paul Desmond. Após uma primeira decepção, fundou um trio com dois dos antigos membros (sem Desmond). Finalmente fundou o The Dave Brubeck Quartet, com Joe Dodge, Bob Bates, Paul Desmond.
A gravação de Take Five, uma composição de Desmond, em 1959, transformou o quarteto num campeão de vendagens da época. O álbum continha somente composições inéditas, sendo que quase todas tinham uma métrica impar, entre elas estavam os clássicos Take Five e Blue Rondo à la Turk. A propósito, entre Brubeck e Desmond viria a se desenvolver, com o passar dos anos, um entrosamento quase telepático.
No meio dos anos 50 Bates e Dodge foram substituídos por Eugene Wright e Joe Morello. O quarteto desfez-se em 1967 e Brubeck continuou a tocar com Desmond e fez gravações com Gerry Mulligan. Brubeck tinha admiração por Duke Ellington e pela música erudita.
Seu quarteto atual inclui o saxofonista e flautista Bobby Militello, o baixista Michael Moore (que substituiu Alec Dankworth), e o seu baterista de longa data Randy Jones e trabalhou recentemente com a London Symphony Orchestra.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dave_Brubeck
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Wynton Marsalis
Morreu Vincent Ford autor da letra "No woman no cry"
O músico jamaicano Vincent Ford, autor da letra "No woman no cry", morreu na Jamaica no passado dia 28 de Dezembro aos 68 anos, informou a Fundação Bob Marley
Vincent Ford, mais conhecido por "Tata", morreu na sequência de complicações associadas à diabetes.
O músico conheceu Bob Marley nos anos 1960 num bairro-gueto de Kingston, capital da Jamaica, tendo escrito para ele alguns temas, entre os quais "No woman no cry", um dos maiores sucessos do artista jamaicano, editado no álbum "Naty Dread", de 1974.
Ford assinou ainda os créditos de três outras canções do álbum "Rastaman vibration", de 1976. Depois da morte de Bob Marley, em 1981, Vincent Ford dedicou-se sobretudo a realizar eventos dedicados ao mais conhecido artista da Jamaica e do reggae.
Fonte: JN
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
António Variações
António Joaquim Rodrigues Ribeiro nasce em Fiscal, pequena aldeia do concelho de Amares, Braga a 3 de Dezembro de 1944. O quinto dos dez filhos de Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, António faz os seus estudos na escola local, ajudando no resto do tempo os pais no campo. Mas a paixão pela música demonstrada desde tenra idade fá-lo-á esquecer muitas vezes os trabalhos da lavoura em favor das romarias e folclore locais.
Aos 11 anos, terminada a instrução primária, experimenta o primeiro ofício em Caldelas. " Ia fazer quinquilharias, mas passado pouco tempo desistiu ", contará a mãe já em 1988, à Imprensa. Mal completa 12 anos abandona a terra- natal rumo a Lisboa. Vem para ser marçano, mas acabará por trabalhar num escritório. A tropa fá-la em Angola, mas sem antes pedir à mãe que lhe acenda uma vela a Sto António para protecção. Regressa são e salvo. Mas logo volta a partir, desta feita para Londres, onde permanece um ano a lavar pratos num colégio.
Em 1976 regressa. De novo por pouco tempo. O próximo destino será Amesterdão, onde fica mais um ano e aprende o ofício de cabeleireiro.
Já em Lisboa, dedica-se de dia ao ofício, e á noite à sua paixão pela música, dando espectáculos com um grupo de músicos intitulado " Variações ". E começa então a ser notado pelo seu visual excêntrico e personalizado, com base nas cores e formas originais e em alguns elementos de adorno, como por exemplo os brincos.
Em 1978 apresenta uma maquete com algumas músicas à editora Valentim de Carvalho e nesse ano assina contrato. Mas terá de esperar quatro anos para poder gravar, porque entretanto Mário Martins e Nuno Rodrigues insistem para que grave, respectivamente folclore ou pop.
Os contactos com profissionais do mundo da música, seus clientes na barbearia, abrir-lhe-ão, entretanto as portas da notoriedade.
Em Fevereiro de 1981 surge pela primeira vez na televisão, no "Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro, que o convidará para algumas emissões da "Febre de Sábado da Manhã" na Rádio Comercial.
Em Julho de 1982, já sob o nome António Variações, edita o seu primeiro single, um duplo lado A com "Povo Que Lavas No Rio" - imortalizado por Amália Rodrigues - e "Estou Além", um inédito de sua autoria. Um ano depois sairá o primeiro LP- "Anjo Da Guarda "- que o transformará numa estrela popular à escala nacional.
Depois de inúmeros concertos na época estival, sobretudo em festas e romarias de aldeias e outras pequenas localidades, volta a entrar em estúdio. Entre 6 e 25 de Fevereiro de 1984 grava o segundo e último LP; "Dar E Receber".
Em Abril aparece pela última vez em público no programa televisivo "A Festa Continua" de Júlio Isidro. Será a única interpretação no pequeno ecrã das faixas do novo disco. Quando " Dar E Receber " é editado, semanas mais tarde, já António Variações se encontra internado no Hospital Pulido Valente devido a um problema brônquico-asmático. É já no hospital que ouvirá pela primeira vez na rádio as músicas de promoção do disco.
Debilitado pela doença que se agrava vertiginosamente, é transferido a pedido da família para a Clínica da Cruz Vermelha, onde virá a falecer a 13 de Junho.
Fonte: http://home.wanadoo.nl/alberto.lopes/antovar.htm
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Miúcha
Nasceu no Rio de Janeiro e mudou-se para São Paulo aos oito anos de idade, com a família. O pai, Sergio Buarque de Hollanda, era amigo de músicos e gostava de promover saraus e noitadas musicais. Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes eram alguns que apareciam com freqüência. Miúcha começou a tocar violão e cantar com os seis irmãos, influenciada pelo repertório da casa, que passava por Ataulfo Alves, Ismael Silva, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa. Na década de 60 conseguiu uma bolsa para estudar História da Arte em Paris. Durante umas férias viajou com amigos para a Itália e Grécia, e lá começou a cantar e tocar em todos os lugares por onde passavam. Com a experiência, de volta a Paris, passou a se apresentar no bar "La Candelaria", onde se apresentava também a chilena Violeta Parra. Graças a Violeta conheceu João Gilberto, com quem acabou se mudando para Nova York e casando. Foi em Nova York sua estréia em disco: "The Best of Two Worlds", com João Gilberto e Stan Getz, gravado em 1975. No mesmo ano, excursionou com Getz, e juntos participaram do Festival de Jazz de Newport. Ainda em 1975 fez sua primeira gravação ao lado de Tom Jobim, cantando na faixa "Boto",
Heloísa Maria Buarque de Hollanda (born November 30, 1937 in São Paulo), whose artistic name is Miúcha, is a Brazilian singer and composer. She is the daughter of historian Sérgio Buarque de Holanda by Maria Amélia Cesário Alvim and sister of the singer and composer Chico Buarque and two other singers Ana de Hollanda and Cristina. Her career began in 1975 with work realized with her husband, João Gilberto, and Stan Getz, recorded as a participant in the disc The best of two worlds. This was followed by forays into jazz with Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Donato and her daughter Bebel Gilberto.
Fontes:
-http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/miucha.asp
-http://en.wikipedia.org/wiki/Mi%C3%BAcha
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Nneka Egbuna
Nneka Egbuna nasceu na cidade petrolífera de Warri, na Nigéria. Começou a cantar muito cedo como forma de fugir aos pesadelos de infância mas foi a partir dos 19 anos (altura em que se 'assumiu' como cantora e compositora) que começou a seduzir quem a ouvia!
O sangue africano corre-lhe nas veias, mas o frenesim da música electrónica de Berlim está-lhe nos pés. E o hip hop e o soul, na alma! São exactamente estas misturas que fazem de Nneka uma cantora especial, cheia de histórias para contar e partilhar. Com uma enorme responsabilidade e
consciência social em relação à Nigéria, Nneka não deixa a história do seu país fora da sua música. Bem pelo contrário: diz que o povo Nigeriano funciona como uma inspiração constante. E fá-lo de tal forma brilhante e com tal sentimento, que a sua entrega à música já lhe valeu uma comparação a Eryka Badu.O primeiro disco - Victim of Truth - chegou em 2005. E apesar de ter passado despercebido para muita gente, foi no entanto considerado pelo Sunday Times no Reino Unido "um disco tão bom quanto o álbum The Miseducation of Lauryn Hill de Lauryn Hill".
Em 2008, voltou com No Longer At Ease e desta vez, não escapou aos ouvidos mais atentos: elogios não lhe têm faltado e 'Heartbeat' - o single de apresentação, dificilmente passa despercebido.
Mega FM
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Jp Simões
É um artista que passou pelos projectos Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, A Ópera do Falhado e Quinteto Tati.
João Paulo Simões de seu nome, é conhecido por JP (leia-se "JêPê"). Nasceu em Coimbra em 1970, mas ainda criança emigrou para o Brasil. Regressou a Portugal e mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Comunicação Social, tendo encetado o retorno a Coimbra para participar na fundação dos Belle Chasse Hotel.
Belle Chase Hotel, A Ópera do Falhado e Quinteto Tati, têm sido os habitats onde JP Simões tem concebido e produzido muitas das composições com que se foi distinguindo como magnífico escritor de canções e intérprete.
Em 2006, preparou um novo espectáculo intitulado de "Canções do jovem cão" e anunciou o lançamento da sua carreira a solo, através de um disco em nome individual, com o título de "1970" e que é editado no início de 2007. Foi ainda em 2006 que estreou no cinema o filme "Pele", realizado por Fernando Vendrell, com banda sonora de JP Simões.
"1970" recebeu elogios dos críticos. O público também se rendeu ao trabalho, tendo o álbum passado pelo top 30 de discos mais vendidos em Portugal durante 3 semanas, numa das quais esteve em 12º lugar.
A vida artística de JP Simões não se resume à música pura e dura, tendo em 2003 levado ao palco, através da encenação de João Paulo Costa e da companhia do Teatro do Bolhão, a "Ópera do Falhado", projecto cujo texto saiu da pena de JP Simões e a música foi composta a meias com Sérgio Costa, eterno companheiro de lides, nos Belle Chase Hotel e no Quinteto Tati. O livreto da ópera foi publicado pela editora "101 Noites", em 2004.
No Outono de 2007, é publicado o livro "O Vírus da Vida", contos de JP Simões, ilustrados por André Carrilho. Já ante-estreado em 2006, mas com possibilidades de exposição comercial está o filme de animação Jantar em Lisboa, com desenhos e realização de André Carrilho e textos e banda sonora de JP Simões.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Maria Bethânia
Maria Bethânia Viana Teles Veloso (Santo Amaro da Purificação, Bahia, 18 de junho de 1946) é uma cantora brasileira. É considerada a segunda artista feminina que mais vendeu discos na história do Brasil, com 26 milhões de cópias. O primeiro lugar pertence à apresentadora Xuxa, que alcançou 30 milhões de cópias.
Maria Bethânia é a reunião dos quatro elementos. Tem o veneno e o antídoto da vida. Canta o que vale a pena recordar.
É exatamente o que é. O que faz sentido: amor.
Ela vive, suporta e se prepara. Escrever sobre ela exige punho firme, voz ativa, olhos sinceros. Caminhar em seus entremeios é encantar-se pela sua resistência em função do que sempre quis cumprir. E sabia que tinha que cumprir.
Ela foi predestinada ao palco, à magia. Não havia outra solução. Chegar até Bethânia por obra do destino, é descobrir nossa própria alma guerreira. E sentir alívio ao ver o fogo, fulgir e fundir-se, coabitar com ele.
...
Para banhar-se na luz dos raios desta filha de Yansã basta apenas não fugir da febre. Cuidem dela. Porque de seu peito brotam os sons que as pessoas cantarão para ver renascer a vida.
Carole Chidiac